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Discurso dos oradores – Conclusão do Ensino Fundamental 2

Tenho que admitir que escrever esse discurso foi muito difícil. Eu procurei palavras bonitas, mas foram justamente essas as que eu não consegui encontrar. As frases flutuavam e perdiam seu significado ao cair no papel. Nada que eu escrevia parecia ser bom o suficiente, e confesso que comecei a ficar um pouco desesperada. Mas no fim, cheguei à conclusão que palavra nenhuma poderia descrever a importância dessa noite, e frase nenhuma poderia revelar a intensidade do que estamos sentindo.
E no meio desse turbilhão de sentimentos que correm pelo nosso corpo, tem um que se sobrepõe a todos os outros: agradecimento. E é um agradecimento do fundo do peito para várias pessoas. Em primeiro lugar, quero agradecer, em nome do nono ano, a Deus, que é a verdadeira luz dentro de nós, que nos guia pelo caminho certo e nos ajuda quando perdemos a direção, Ele está sempre ao nosso lado, mesmo nas vezes que esquecemos disso.
Em segundo lugar, gostaria de agradecer aos pais, que nos apoiaram, confortaram e nos amaram independente de tudo. Nós somos eternamente gratos.
Em terceiro lugar, quero agradecer às principais pessoas que tornaram essa noite possível: nossos professores. A gratidão que sentimos é absurda, e eu sozinha não consigo expressá-la.
 
“Ser mestre é caminhar com o futuro de todas as pessoas nas mãos, é iluminar caminhos longos e os atalhos nem sempre floridos e frios, é aprender e ensinar como viver, como embaralhar e acertar todas as cartas.Também é ensinar a dar passos largos ou pequenos em todas as direções, como dançar, sorrir e ser feliz.” E foi assim que nós nos sentimos esse ano, felizes, rindo com as brincadeiras de uns professores, se comportando diante de outros  mais sérios, às vezes não se comportando, mas sempre admirando muito os nossos mestres.

Desde o início, o Menezes se mostrou muito parecido com a matéria que ele ensinava, direto e objetivo, assim como matemática. Nas aulas, nós realmente trabalhávamos e o som de sua régua batendo na mesa e no quadro nos impedia de qualquer distração. Porém, ao longo do ano, nós percebemos como seu método de ensinar era muito efetivo, e que ele era uma pessoa encantadora e que conquistou todas as meninas com seu jeito fofinho de ser. Muito obrigado, Menezes.                                                                                                                                           
Já a Heloísa, quebrou barreiras como uma professora de português. No nosso primeiro dia de aula, não esperávamos que a nossa nova professora seria a professora de português mais fofa que já tivemos em todos os anos no Santo Agostinho. Suas aulas eram descontraídas, mas nunca deixaram de ter ótimos resultados. Quando estávamos em algum intervalo, e alguém perguntava “Qual é a próxima aula ?” e alguém respondia “Português”, era uma festa ! A gente relaxava, a pressão sumia, graças a você. Muito obrigada, Heloísa.                                                       
O Marco também já foi um professor adorado desde o início.Você conseguiu deixar a sua aula muito prazerosa para todos os tipos de alunos. Em relação à matéria, você era breve no caderno, mas amplo nas palavras, o que possibilitou muitas viagens para os países estudados. Já quando você dava um tempinho para distrair, nossas conversas, independente de como começavam, sempre terminavam em futebol. E apesar de você nunca ter admitido que o Flamengo é o melhor time que existe, muito obrigado por tudo, Marco.                                        Miguel, você no primeiro dia de aula disse que história é uma ciência e que o resultado do estudo dela é o conhecimento. Mas, pra mim, o maior ensinamento que você nos deu foi quando você definiu a história em: a história serve para vermos as experiências que deram certo, e repeti-las, e vermos as que deram errado, e não cometermos o mesmo erro. Esse foi um ensinamento não só para o colégio, e sim para a vida, e esse, pra mim, é o verdadeiro conhecimento. Nas suas aulas, você compartilhou com a gente não só a história geral, mas a sua história, falou curiosidades, comentou teorias de conspiração, fez apologias com o teatro, nos deixando muito mais interessados. Por tudo, muito obrigado.                                                    
Vera, eu quero agradecer, principalmente em nome da minha turma, a você. Teve uma época que a turma A esteve em crise, e você, mesmo não sendo nossa representante, nos ajudou, de uma forma que só uma mãe faria. Você foi uma mãe pra gente, Vera.  Já para a série, ela é unânime em afirmar que você nasceu com o dom de ensinar e que é uma professora maravilhosa.  Obrigado por tudo, Vera.     
Já o Nuñez, é professor que inveja a todos com sua beleza “bradptiniana” e sua mente brilhante. Baseado em seu ídolo Rick Martin, sua filosofia de vida é “Não se reprima”, e não se reprimindo, ele marcou a nossa história como nosso primeiro professor de física. Nuñez, você é hilário. Por toda a diversão que você nos proporcionou e por todos os momentos em que nos fez pensar, muito obrigado.                                                                                                                       
Márcia, você vai ser sempre lembrada pelo seu ótimo gosto musical, “Tommy, The Who, The Beatles”, e por dividi-lo com a gente. Você nos ouviu, quis saber nossa opinião, inclusive sobre você, o que mostra muita coragem, pois não é todo mundo que teria a disposição de ouvir o que alunos da nossa idade tem a dizer. Pela liberdade, pelo voto de confiança, e por todo o resto, muito obrigado.                                                                                                                           
Marcelo e Sandra, vocês vão ser sempre lembrados pela bondade e gentileza com que nos trataram em suas aulas, sempre tirando nossas dúvidas e nos ajudando no que independente fosse.  Muito obrigada pelo carinho e por nos aturarem por mais um ano.                              
Nora, Zulmira, Sérgio, Emílio e Ronaldo, apesar de só termos tido uma aula por semana com cada um de vocês,  vocês foram muito importantes e nos marcaram de um jeito muito especial. Por todo o aprendizado compartilhado e pelas experiências humanas, muito obrigado.
Porém, a noite de hoje é um resultado bem sucedido de um processo de oito anos, que envolveram outros professores, inspetores, como o Rogério e a Cristina, coordenadores, como o Bacchim e o Orlandino, e que também merecem, sem a menor dúvida, a nossa lembrança e o nosso reconhecimento.

E falar disso traz outro sentimento à tona: a saudade. A saudade dos que já foram nossos professores, dos ex-colegas, das pessoas que estamos tendo como professores hoje pela última vez, e dos amigos que, ano que vem, não estarão mais estudando com a gente. Mas, como disse Exupéry, “Cada um que passa em nossas vidas, leva um pouco de nós mesmos e deixa um pouco de si. Essa é a prova evidente de que duas pessoas não se encontram por acaso.” Não importa quanto tempo passe, as pessoas de quem sentimos falta vão estar sempre presentes, presentes em nós mesmos.

A amizade, o carinho, o companheirismo, e até o amor que nos une hoje são sentimentos difíceis de encontrar no mundo atual, são preciosos demais e nós devemos ter muito cuidado para não perdê-los. Não podemos nos esquecer também que um longo caminho ainda nos espera pela frente. Vamos precisar de força, coragem, concentração, muito estudo e muito trabalho para enfrentar tudo o que estar por vir. Mas nós somos jovens, temos o mundo nas nossas mãos, e apesar de alguns dizerem que nós somos uma geração niilista, eu tenho certeza que nós temos muito a oferecer, e eu acredito que nós vamos fazer a diferença.  Com isso, nós parabenizamos o nono ano do Colégio Santo Agostinho 2010 : NÓS CONSEGUIMOS!

Alunos:
Bernardo de Abreu Bartolomeo (9º A) 
Larissa Azevedo Biondo (9º D)