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Histórico



FachadasQuem vê a foto de nosso primeiro colégio, não pode imaginar a vida intensa que aquela velha casa, de aspecto sisudo, possuía: eram somente alunos do sexo masculino, que subiam as escadas de braços cruzados, em fila com espaços rigorosamente respeitados, apesar de não haver inspetores, como hoje. A disciplina estava presente no regulamento, impresso nas cadernetas, na maior seriedade da vida e nas figuras de professores que eram cópias de velhas fotografias: Fagim, Enéias, Barbosa e tantos outros, assessorados pelo único inspetor-porteiro-mecanógrafo Joaquim, um cearense que, de há muito, havia sido escolhido pelos freis. Após a direção de Frei Valentin, chegou a vez de Frei Fermín González, a quem coube o papel de ampliar fisicamente nosso Colégio: construiu um novo prédio, nosso bloco principal, sem que se perdesse um dia de aula: o bate-estacas aproveitava o intervalo do recreio para provocar trovoadas e roncos e apitos e levantar poeira, mas poucos reclamavam, já que parecia haver a consciência muda de estarmos fazendo parte de uma história que se ia tornar grande: o novo prédio. 

AlunosCom a ampliação vieram as meninas e o primeiro uniforme de educação física feminino era digno dos conventos rigorosos e a possibilidade de haver mais alunos, já que o Leblon crescia com os novos prédios construídos na Selva de Pedra. Foram anos dinâmicos, acompanhados da sempre sonora risada de Frei Fermín, para quem as dificuldades só apareciam para que os homens pudessem mostrar o seu valor. Nessa época, nosso colégio já estava entre os melhores estabelecimentos de ensino do Rio de Janeiro, mas não ocupava as posições de ponta. Com a modificação na direção (Frei Fermín foi substituído por Frei Juan Peres Melcón) e a inauguração de um novo colégio na Barra da Tijuca, para onde se deslocou Frei Fermín, o mestre-de-obras da Ordem, nova fase começou. O Colégio Santo Agostinho passou a dedicar-se a uma construção interna, com preocupações pedagógicas intensas, apoiadas na filosofia agostiniana de seu fundador e acompanhadas pela figura do novo diretor. Ergueu esse novo colégio uma equipe de professores bastante competente e unida, construída na amizade e na compreensão. Muitos deles, infelizmente, já nos deixaram: Joaquim e Aluísio (Matemática), Delamare (História), Barbosa (Educação Física), Raeder (Geografia), Paixão (História) e alguns outros. O Colégio Santo Agostinho chegava, então, aos primeiros postos de todos os exames vestibulares e nossos alunos passavam a ser apontados como "bichos-raros", dignos de elogios e de pena (como estudam, os pobrezinhos!).


O diretor seguinte, Frei Vicente, ampliou o espaço do Colégio, construíndo um novo edifício, repleto de modernidades e de novos sonhos, hoje amplamente utilizado em seus laboratórios, biblioteca, auditórios e quadras de esporte.

Em todos esses anos, um frei, Heliodoro, dedicou-se às crianças e parece ter adquirido na convivência a pureza e a manutenção da infância com que premia os que com ele convivem.



A última foto do nosso Colégio expõe a realidade de hoje, mas, se observarmos bem, notaremos a presença dos velhos ideais, que nunca ficam velhos, na presença dos atuais diretores Frei Jesús e Frei Francisco. E podemos imaginar, atrás das portas e das janelas, as milhares de vozes de professores e de alunos, presentes e passados, que ergueram, não as paredes, mas a águia de nossa bandeira, esse símbolo que cada estudante agostiniano carrega orgulhoso no cérebro e no coração.



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